Alma antiga, amor novo…de novo…

Existem momentos na vida em que acontecem coisas que muitos consideram mito, mas aí, alma gêmea, reencarnação, filhos do sol, da terra e da lua, passam a fazer sentido. E quando digo isso, refiro-me àquela sensação de olhares cruzados, sorrisos involuntários e corações palpitantes, que se você ainda não sentiu, caro leitor e querida leitora, permitam-se sentir. Sim, você que já sentiu sabe exatamente do que estou falando. Poucas coisas na vida se comparam com essa sensação.

Por muitas vezes somos tomados por uma saudade de alguma coisa que não fazemos ideia, mas sabemos que de fato está faltando. Às vezes chegamos até a sonhar com alguém que nunca vimos, mas que já tem um significado enorme pra gente, traz uma sensação calorosa, acolhedora e que dá sentido a dor da existência que enfrentamos diariamente. Parece que nossa alma antiga chama por um velho conhecido chamado amor e que se apresenta na ausência de alguém.

Engraçado como de repente, quando a vida está seguindo seu rumo, quando nossa preocupação é carreira, sucesso e felicidade, nós somos atingidos por um novo raio e nos reconhecemos em outro lugar. Esse outro lugar que é formado por alguém, um novo alguém, nos tira o fôlego e nos equilibra, nos entende num olhar, completa o nosso querer e o nosso falar, tudo isso em alguém que acabamos de conhecer, que acabamos por encontrar.

Dentre tantas explicações, parece-me que a mais singela e menos dolorida é a que Aristófanes narra em O Banquete. Duas almas antigas se reencontrando para viver um novo amor, de novo, uma vez mais. Quando isso acontece, e pode acontecer mais de uma vez, o mais legal é não apressar, prender ou oprimir esse reencontro com amarras, etiquetas ou narrativas para dar um sentido racional que chega a ser espiritual.

Ame e permita-se amar! Alguém novo, uma alma antiga, de novo!

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