Cinco amigas, um carro viajante e um nordeste muito azul

Fevereiro. Passagens compradas. Hora de organizar uma daquelas viagens que iria ficar na memória, cheio de amor, cor e natureza. Maragogi, Alagoas. Um dos meus planos de 2016 era fazer uma viagem com minhas amigas de infância, aquelas que têm me acompanhado desde os tempos áureos do primário. Cê sabe aquele tipo de amizade que pode passar tempos sem ver e aquelas coisas todas que afastam, mas que quando tão juntas tudo permanece igual? Pois é. Assim são elas, a gente. Para mim, era como se fosse uma dívida a ser paga, e que dívida boa de pagar. (risos)
Praias desertas. Mar azul. Verde. Transparente. Paisagem regada de um coqueiral maravilhoso. Guias simpatia. Peixada. Camarão. Pizzas. Vinho. Brejas. Sol. Estradas lindas. Simplicidade. Casinhas coloridas. Duster que não fez a gente carregar as malas na cabeça. É o Tchan e Sandy&Junior. O sentimento de gratidão. Foi uma viagem de quatro dias que, sem dúvidas, já entrou pro meu TopFive.

(Se havia boatos que estávamos na pior... Foto: do guia)
Se havia boatos que estávamos na pior… (Foto: do guia)

Chegada

Saímos de São Luís na quarta feira (25/05) em um voo para Recife às 17h. Conexão em Brasília. Finalmente chegamos no Recife às 23h. Do aeroporto já pegamos uma van disponibilizada pela empresa locadora de veículos para realizar o aluguel do carro. Essa foi a ideia mais brilhante que a gente teve. Em cada passeio iríamos pagar R$50 cada uma para translado. Cinco diárias do aluguel do carro saiu R$168 para cada (incluindo taxas e seguro). Recebemos o carro com tanque cheio e devolvemos com tanque cheio. Quase 1 foi suficiente. Saiu em torno de R$35 para cada.

Dica: faça a reserva pela companhia aérea, fica mais barato. E escolha a categoria do carro pela quantidade de malas e pessoas. Para nós, a categoria D foi perfeita, o que nos deu direito ao Duster. Assim, ficamos mais confortáveis e livres para transitar pelos locais que escolhemos.

Carro alugado. Seguimos para a pousada próxima ao aeroporto que havíamos feito reserva. Já que não queríamos pegar estrada de madrugada, preferimos passar o resto da noite no Recife. Nesse caso, optamos por uma pousada barata, um quarto para nós cinco (R$50 para cada). Não vou falar o nome da pousada, pois digamos que a gente se decepcionou um pouco com a escolha. (Risos).

Mas pelo menos rendeu os primeiros sorrisos e piadas da viagem.

Primeiro dia

Quinta feira. 7h da manhã. Hora de ficar de pé, tomar banho, café, colocar as malas nos carros, GPS calibrado, playlist na faixa e partir para Maragogi. Mas antes PARADA OBRIGATÓRIA na Praia dos Carneiros. Que lugar lindo! Foi uma viagem de 1h30, chegamos aproximadamente às 10h. Tivemos acesso ao local por meio do Restaurante Bora Bora (entrada R$ 30 por carro).

Aquela felicidade. Sol. Restaurante fofo. O primeiro impacto de: “Puta que pariu que mar é esse?!” No restaurante, contratamos um passeio de lancha (R$50 pessoa) que dava direito a ida à Igrejinha de São Benedito na praia de Tamandaré (que dá pra ir a pé também). Eu sempre via fotos desse lugar e sempre quis estar ali. A ideia de uma igreja no meio de uma praia paradisíaca era cinematográfica para mim. E lá estava eu. Nós. Depois fomos a uma área de mangue. Praia para banho de argila. O mar às vezes se confundia com um rio, devido a proximidade. Um conjunto de árvores formava a imagem de um jacaré. Finalizamos em uma praia no meio do mar. “Barcos bar” e outros vendedores ambulantes.

O passeio dura em média 1h30. Voltamos ao bar. Já tínhamos feito a reserva do almoço. Sabor. Curtimos o local mais um pouco. Demos um pulo num stand de uma das cachaças mais deliciosas que já experimentei. E depois seguimos viagem. Lá anoitece cedo. 16h já fica com cara de fim de tarde, e ainda tínhamos ainda 1h de viagem pela frente até Maragogi.

(Capela de São Benedito, construída no século XVII. Rola muito casamento aí. Penso que deve ser igual um sonho. Foto: Ingrid Barros)
Capela de São Benedito, construída no século XVII. Rola muito casamento aí. Penso que deve ser igual um sonho. (Foto: Ingrid Barros)
(Praia de Tamandaré / Foto: Ingrid Barros)
Praia de Tamandaré (Foto: Carol Mendes)
Área de mangue próximo à Carneiros. (Foto: Ingrid Barros)
Área de mangue próximo à Carneiros. (Foto: Ingrid Barros)
(Praia de Carneiros. Um dos atrativos são esses passeios feitos por táxicarroça. Muito charme. Mas me deixou um pouco agoniada o fato deles tamparem os olhos dos burrinhos. / Foto: Ingrid Barros)
Praia de Carneiros. Um dos atrativos são esses passeios feitos por “táxicarroça”. Muito charme. Mas me deixou um pouco agoniada o fato deles tamparem os olhos dos burrinhos. ( Foto: Ingrid Barros)
(Detalhe do táxi. Muito fofo. Cada um enfeita o seu da maneira mais atrativa. Alguns nem enfeitam. / Foto: Ingrid Barros)
Detalhe do táxi. Muito fofo. Cada um enfeita o seu da maneira mais atrativa. Alguns nem enfeitam. (Foto: Ingrid Barros)
(Quiosque da Cachaça Carvalheira. Chachaça pernambucana. Doce que nem um mel. Muito boa de verdade. Tem uma de wisky que é mais forte e que mesmo assim tem um sabor bem delícia. O preço da maior garrafa é R$49 / Foto: Ingrid Barros)
Quiosque da Cachaça Carvalheira. Cachaça pernambucana. Doce que nem um mel. Muito boa de verdade. Tem uma de whisky que é mais forte e que mesmo assim tem um sabor bem delícia. O preço da maior garrafa é R$ 49. (Foto: Ingrid Barros)
(Risos soltos à bordo da lancha. / Foto: Ingrid Barros)
Risos soltos à bordo da lancha. (Foto: Ingrid Barros)
(L O V E / Foto: Ingrid Barros)
L O V E (Foto: Ingrid Barros)
(Amizade. Foto: Ingrid Barros)
Amizade. (Foto: Ingrid Barros)

Chegamos na pousada em torno das 17h. A maioria dos hotéis e pousadas ficam nas proximidades da área central de Maragogi, nos arredores da rodovia estadual. Escolhemos a Costeira da Barra, que fica em Barra Grande. Preço acessível e lugar agradável. Com um check-in feito, tomamos um banho e escolhemos um local para jantar.

Informo desde já que lá não tem muita infraestrutura. A rodovia não tem iluminação pública. A cidade de Maragogi em si é pequena e tem poucas opções para atividades a noite. Ah, e não pega 3G da maioria das operadoras. Então procurar um lugar para comer era sempre um dilema.

Na primeira noite optamos pelo Restaurante Tuyn, que fica na pousada Praiagogi. É necessário ligar antes para fazer reserva. Caso contrário, você mal vai saber onde fica o lugar. Pequeno e agradável. Rústico. Vista para a praia. A lá Carte. Preço razoável, média de R$50. Garrafa de vinho por R$80. Boa comida. Atendimento aconchegante. Engraçado que a conta vinha numa caixinha de madeira com flores e pedacinhos de brownie. Muito amor.

Foto: Ingrid Barros

Nossos pratos. Saiu em torno de R$45 cada. (Fotos: Carol Mendes e Marcelle Albuquerque)
Nossos pratos. Saiu em torno de R$45 cada. (Fotos: Carol Mendes e Marcelle Albuquerque)
Bar do restaurante. (Foto: Ingrid Barros)
Bar do restaurante. (Foto: Ingrid Barros)
De entrada, pedimos para nós cinco, lagostinhas com macaxeira. R$55 (Foto: Ingrid Barros)
De entrada, pedimos para nós cinco, lagostinhas com macaxeira. R$ 55 (Foto: Ingrid Barros)

Segundo dia

Sexta-feira. Dia de conhecer as famosas piscinas naturais de Maragogi. Contratamos o passeio antes da viagem com a empresa Costazul. Mas nem há necessidade, uma vez que tem inúmeras empresas no local que realizam o serviço com o preço de tabela, R$50. O aluguel da máscara é R$15. A opção de mergulho é R$100, e um CD com 40 fotos sai por R$40.

A saída para o passeio é de um restaurante. Mesmo esquema, a gente já deixa uma mesa e o almoço reservados. Escutamos a chamada que nosso barco está de saída. Subimos. O nosso guia se chamava Felipe. O cara era a animação em pessoa. Uma energia muito boa e sempre contagiava a gente com palavras de gratidão. Fazia-nos perceber o quanto aquele momento era mágico e que tínhamos o privilégio de estar ali. Ao redor da gente estava o mar mais magnífico que já vi na minha vida. Cor de esmeralda. QUE CENA!

Nas piscinas, o colete te ajuda a nadar e a flutuar para não correr o risco de tocar nos corais (pois machuca). Água transparente e salgada até demais. Muitos peixinhos. Algumas estratégias de fotos que não deram muito certo. (risos)

Experiência bem foda naquela imensidão verde. 

Sem palavras. (Foto: Ingrid Barros)
Sem palavras. (Foto: Ingrid Barros)
Corais no horizonte. (Foto: Ingrid Barros)
Corais no horizonte. (Foto: Ingrid Barros)
Imensidão. (Foto: Marcelle Albuquerque)
Imensidão. (Foto: Marcelle Albuquerque)
Felizinha. IFoto: Ingrid Barros)
Felizinha. (Foto: Carol Mendes)
Aquela série de Tv: Nós 5. (Foto: Marcelle Albuquerque)
Aquela série de Tv: Nós 5. (Foto: Marcelle Albuquerque)
(Foto: Ingrid Barros)
(Foto: Ingrid Barros)
Sério, não tem como descrever isso. (Foto: Ingrid Barros)
Sério, não tem como descrever isso. (Foto: Ingrid Barros)

Voltamos pro restaurante. Compramos algumas cocadas de um chapa. Almoçamos. Descansamos um pouco. E voltamos para a Pousada. Para jantar a noite, seguimos a dica da pousada e fomos na Pizzaria Forno a Lenha, que fica na cidade de Maragogi mesmo. De um ambiente charmoso e simples, a pizza de carne de sol é a minha dica. A média de preço das pizzas é em torno de R$ 35.

Pizzaria localizada no centro de Maragogi. (Foto: Ingrid Barros)
Pizzaria localizada no centro de Maragogi. (Foto: Ingrid Barros)

Terceiro dia

Sábado. Destino: Praia de São Miguel dos Milagres. Não sei para as meninas, mas esse foi o meio passeio favorito pelo conjunto da obra. A imagem de viajar de carro em uma rodovia à beira da praia. Amigas. Aquele mar. O coqueiral. As casinhas coloridas dos vilarejos de pescadores. Os mirantes no caminho. Japaratinga. Porto de Pedras. Todo esse cenário fez como que me sentisse dentro de um filme, só que era vida real. GRATIDÃO!

On the road. (Foto: Ingrid Barros)
On the road. (Foto: Ingrid Barros)
Mirante na estrada de Japaratinga. (Foto: Ingrid Barros)
Mirante na estrada de Japaratinga. (Foto: Ingrid Barros)
Detalhes. (Foto: Ingrid Barros)
Detalhes. (Foto: Ingrid Barros)
Vista do mirante. (Foto: Ingrid Barros)
Vista do mirante. (Foto: Ingrid Barros)

Entre Japaratinga e Porto de Pedras era necessário fazer uma travessia de balsa. A praia de São Miguel ficava após Porto de Pedras. O valor por carro é R$14. A travessia é rápida, e se ela não estiver no local de ida ou volta, é só esperar um pouquinho ou ligar para o número que tem em uma placa.

Se ela não estiver lá, é só ligar. O trajeto é rápido. (Foto: Ingrid Barros)
Se ela não estiver lá, é só ligar. O trajeto é rápido. (Foto: Ingrid Barros)
Balsa. (Foto: Ingrid Barros)
Balsa. (Foto: Ingrid Barros)

Chegando na praia de São Miguel, escolhemos o restaurante do Lita. Pedimos uma cerveja e uns camarões fritos ao alho e óleo que entraram na lista do tempero mais saboroso que já comi. Depois fomos fazer um passeio de buggy pelos arredores de Porto de Pedras, R$ 50. Os nossos guias se chamavam Junior e Gil e ficam com o ponto no restaurante. Indico, super simpáticos e solícitos.

Primeiro nos levaram na Praça da Fofoca que nada mais é que numa rua atrás da praia, um banco de madeira, com uma placa “Praça da Fofoca”. (Risos) Boatos que turísticos. Depois seguimos para um mirante de uma vista maravilhosa. E logo seguimos para a Praia da Lage. Finalizando na Praia do Patacho. Semi desertas e paradisíacas. A área toda é de uma beleza que não dá pra descrever.

Momento ryca vírus. (Foto: Ingrid Barros)
Momento ryca vírus. (Foto: Ingrid Barros)
Melhor passar longe. (Foto: Ingrid Barros)
Melhor passar longe. (Foto: Ingrid Barros)
Boatos que uma praça. Mas na verdade só uma placa bonitinha. (Foto: Ingrid Barros)
Boatos que uma praça. Mas na verdade só uma placa bonitinha. (Foto: Ingrid Barros)
A caminho das praias. (Foto: Ingrid Barros)
A caminho das praias. (Foto: Ingrid Barros)
Vista de um mirante em Porto de Pedras. (Foto: Ingrid Barros)
Vista de um mirante em Porto de Pedras. (Foto: Ingrid Barros)
Coqueiros tortos da praia do patacho. (Foto: Carol Mendes)
Coqueiros tortos da praia do patacho. (Foto: Carol Mendes)
Entrada da Praia do Patacho. (Foto: Ingrid Barros)
Entrada da Praia do Patacho. (Foto: Ingrid Barros)
Detalhes. (Foto: Ingrid Barros)
Detalhes. (Foto: Ingrid Barros)

Na volta, já encontramos nossa peixada maravilhosa que acho que foi a campeã de todas (R$ 75, uma e meia). Descansamos e saímos em seguida. O único problema é que como sempre tínhamos que sair cedo antes das 16h, não conseguimos pegar um pôr do sol, que sempre ficava do outro lado de onde estávamos. A ideia era olhar do mirante, só que este ficava do lado do nascente e não do poente. Mas mesmo de longe, pela estrada, dava para ver o quão lindo era.

Barquinhos na praia de São Miguel dos milagres. (Foto: Ingrid Barros)
Barquinhos na praia de São Miguel dos milagres. (Foto: Ingrid Barros)
O mar se confunde com o céu. (Foto: Ingrid Barros)
O mar se confunde com o céu. (Foto: Ingrid Barros)
Praia de São Miguel dos Milagres. (Foto: Ingrid Barros)
Praia de São Miguel dos Milagres. (Foto: Ingrid Barros)

De volta a Maragogi, jantamos no restaurante Regina. Indicação da internet. Mas eu aqui na internet digo: NÃO VÁ! Atendimento péssimo, atordoante. E a comida nem era tão boa assim.

Pizzaria da Regina. (Foto: Ingrid Barros)
Pizzaria da Regina. (Foto: Ingrid Barros)

Quarto dia

Domingo. Dia de trilha do Visgueiro. Também por meio da Costazul que nos buscou pontualmente às 8h na pousada. Valor R$75 . A trilha fica na comunidade de Água Fria, em Maragogi, e faz parte de uma das formas de renda da Associação das Mulheres de Fibra. O nosso guia se chamava Neto, sorriso e simpatia! Minha primeira trilha. Duas horas de caminhada por dentro da Mata Atlântica. Que sensação. Você respirar e sentir a pureza do ar. Você ouvir o barulho do seu caminhar nas folhas do chão. Olhar para um lado e para o outro e ver apenas árvores. Aquele clima de sombra e frescor que só a mata pode nos oferecer. O som dos pássaros. As diversas formas das árvores. As grandiosidades seculares dos Visgueiros (o maior de todos da área tem meio milênio). Até os obstáculos no caminho. Para completar ainda mais a conexão, começou a chover. Um cenário que nos faz lembrar quem são os verdadeiros donos do mundo. E o homem é o único animal que causa sua própria extinção.

Após duas horas, chegamos a uma área com pequenas quedas d’agua, cristalina e fria. Confesso que gelada até demais, e “arreguei” um pouco. Porém, uma beleza doce no meio da mata. A volta foi mais tranquila, 20 min de caminhada, com água de coco de cortesia.

Associação mulheres de fibra da comunidade de Água Fria. (Foto: Ingrid Barros)
Associação mulheres de fibra da comunidade de Água Fria. (Foto: Ingrid Barros)
Artesanato feito pelas mulheres. São utensílios para decoração de mesa. (Foto: Ingrid Barros)
Artesanato feito pelas mulheres. São utensílios para decoração de mesa. (Foto: Ingrid Barros)
Início da trilha do Visgueiro. (Foto: Ingrid Barros)
Início da trilha do Visgueiro. (Foto: Ingrid Barros)
Copa. (Foto: Ingrid Barros)
Copa. (Foto: Ingrid Barros)
Raízes. (Foto: Ingrid Barros)
Raízes. (Foto: Ingrid Barros)
O Allstar ainda tava limpo. (Foto: Ingrid Barros)
O Allstar ainda tava limpo. (Foto: Ingrid Barros)
Bica. (Foto: Ingrid Barros)
Bica. (Foto: Ingrid Barros)
Cristalina. (Foto: Ingrid Barros)
Cristalina. (Foto: Ingrid Barros)
Detalhes verdes. (Foto: Ingrid Barros)
Detalhes verdes. (Foto: Ingrid Barros)
Rolou uma laranja. Mais uma cortesia. (Foto: Ingrid Barros)
Rolou uma laranja. Mais uma cortesia. (Foto: Ingrid Barros)
Nosso guia Neto. Sempre dizia que já tava chegando mas na verdade ainda era metade do caminho. Gente fina. (Foto: Ingrid Barros)
Nosso guia Neto. Sempre dizia que já tava chegando mas na verdade ainda era metade do caminho. Gente fina. (Foto: Ingrid Barros)

Com os tênis destruídos, voltamos a pousada e seguimos para almoçar em Maragogi, no Restaurante Taocas. Média de Preço R$ 80. À noite voltamos para o centro, e jantamos novamente na Pizza à Lenha. Na orla, também tem a opção de uma temakeria, além de lojinhas de artesanato e souvenir. Há também um bar chamado Ponto de Encontro.

The End

O resto da noite de domingo foi de chuva. Na segunda assim permaneceu, e nós tínhamos que seguir viagem de volta pra Recife. Como Thayana falou, parecia que Maragogi chorava pela nossa ida (sendo vaidosas). Ou então, era mais uma benção do céu para lavar a nossa alma. A verdade é que compôs aquele clima de despedida e final de viagem, e nos fez cada vez mais agradecer pelos dias de sol que nos foi oferecido. Assim era para ser.

Seguimos pela estrada, dando uma última olhada na paisagem que a compunha. Ao chegar em Recife, havia um pouco de caos, cidade parada. Então decidimos ir para o shopping e ficar lá até a hora de ir para o aeroporto. Chegamos em São Luís às 23h da segunda. (30/5).

No coração fica a certeza que o Nordeste é um lugar abençoado. Gratidão pelo meu sangue nordestino. Gratidão pelos lugares que já visitei. Gratidão pelo nosso povo. A mistura de sotaques. As peculiaridades. Simplicidade. Pelas paisagens desenhadas por Deus.

Agradeço a companhia das minhas amigas: Marcelle, Thayana, Carol e Maisa, que fizeram da viagem única e toda do nosso jeitinho, nosso momento “adultas”. Afinal “se fui pobre não me lembro, se fui rica me roubaram”, e só lamento por termos sido curadas da picada do “Ryca Virus”. Valeu “pequeninhas linguarudas” e “sóri” por qualquer coisa, afinal aqui é só “meninas”.(risos) E mais uma vez, gratidão pela presença de vocês em minha vida. E que venha Chile 2017.

O sentimento é de apenas, gratidão. (Marcelle Albuquerque)
O sentimento é de apenas, gratidão. (Foto: Marcelle Albuquerque)

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Nota do editor: A Ingrid possui uma página do Flickr e você pode ver outras fotos, também, em sua conta do Instagram.

E a última foto desta publicação, a Ingrid ficou sabendo momentos antes de ir ao ar.

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