Dobrei a ponta da página que conta a parte sobre nós dois

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Fiz isso para marcar um ponto em que inaugurei um capítulo da minha vida intitulado: sintonia.

Somos meio a moda antiga, porque é engraçado quando trocamos SMS, compartilhamos algo que lembra o outro e cantarola aquela música juntos mesmo em tons desafinados. Preciso nem citar aquela vez dos três chopps, né.

‘Desajuizados’ é o que alguns de nossos amigos falam de nós, mas no fundo eles acabam confessando que somos mesmo sonhadores, daqueles que arquitetam toda uma viagem sem saber ao certo se vai acontecer, brincam com o pôr do sol e os desenhos inconstantes que a areia da praia sabe compartilhar. Nos identificamos nos versos incompletos das consequências da vida.

Não nos auto sabotamos, curtimos uma solidão e fizemos as pazes com o coração, pincelamos aquarelas de paixão e o resultado de nossas vidas é nítida na emoção. Emoção de que compactuamos aventuras internas e externas dessa cadeia de eventos somada aos encalços dos malabares dessa busca de equilíbrio na vida. Somos o ontem, o hoje e o amanhã em rota de colisão.

De todas as belezas presentes no teu universo feminino, me encanto com teu jeito menina de fragilidades espontâneas e segurança no que diz ser uma mulher que não fica com barganha. És mulher dona de si, mas que dê pra ti o que pensa somos infinito encontro traduzido em nosso universo particular.

Nos cálculos da vida, somos 1 + 1 = 3. Calma de você da área de cálculo, deixa eu explicar: é que “eu e ela” somamos dois e com a adesão do “nós” temos número três.

Quando perguntarem o motivo de eu me sentir vivo e ela também, apenas responderemos: “Ah, é que dobrei a ponta da página que conta aquela parte sobre nós dois. E não tem disso que somos apenas dois, mas sim três, quatro, cinco e inúmeros encontros com o universo”.

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