Já se perguntou qual é o seu medo?

“Você tem medo de quê?”. Fiz esta pergunta no meio da tarde de ontem. Fiquei sem resposta. Talvez nem precisasse. Afinal, é uma pergunta difícil, não é mesmo? Até mais do que parece.  A pergunta voltou para mim, horas depois, com uma resposta categórica – que virá ao fim deste post. Mas, o que é medo para você? Que imagem vem a você quando você pensa nessa palavra?

Há tempos que eu quis escrever sobre “medo” – mas tinha… medo das palavras que eu iria utilizar para a postagem. Medo é um tema complicado. Nos trava, nos impede, nos permite retroceder quando o que mais precisamos é avançar. Será?

Saber que eu tenho medo me faz não querê-lo – e isso, sim, me faz avançar. Meio doido, né? Mas o simples fato de ter medo do que o medo possa fazer com você mesmo te permite afundar em pensamentos negativos que podem demorar a sair de você. Falamos do “medo” como algo assustador, mas ele é mais dócil do que possamos pensar.

Reflito sobre o medo como “um mal necessário” – que, de mal, não nos faz nada. Um mal que nos permite considerar, analisar e repensar aquilo que, instintivamente, achamos que nos fará algo ruim.

Medo que dá medo do medo que dá

A frase acima, retirada da canção Miedo, música de Lenine em parceria com a cantora Julieta Venegas, revela, ao menos para mim, que o “medo” se faz mais forte e intenso em seu senso comum de representação, que acaba afastando quem quer de fato conhecê-lo.

Hoje, eu conheço meus medos – principalmente, porque decidi tê-los em minha vida. E não acho isso ruim. Pelo contrário, é tê-los que me faz ter coragem.

“O medo é medonho/ O medo domina/ O medo é a medida da indecisão”, acrescenta Lenine nos versos. O medo, para muitos, é o que se fala. Penso diferente. Medo, ao menos para mim, é o que sente – e, também, conhecemos-o e dominamos-o. Posso estar errado neste devaneio todo, mas nem tenho medo disto.

Meu medo? A solidão. E o seu, qual é?

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  • Reflexão interessante, Gustavo.
    Eu acho que alguns medos podem ser essenciais pra gente não forçar a própria barra quando não deve… Outros, a gente precisa mesmo conhecer, aceitar e buscar melhorar.
    Também acho a solidão um medo muito válido… Compartilho.