Quinta sobre música #11 #LoveWins

No último dia 26 de junho, em uma decisão histórica, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em todo o país. Antes da decisão, apenas 13 Estados ainda proibiam os casamentos entre homossexuais – agora legalizados em todos os 50 Estados americanos. O resumo disso: #LoveWins.

A hashtag tomou conta das redes sociais, com direito a fotos de perfis com arco-íris e tudo mais. O Sobre O Tatame apoia o amor – acima de tudo-, e indica, aqui, algumas canções que tratam do tema – assim como os seus videoclipes.

#1 – Macklemore And Ryan Lewis – Same Love Feat Mary Lambert

“Esta música não é para alguns de nós, mas para todos nós”, apresentava a cantora Queen Latifah ao chamar a apresentação de Macklemore And Ryan Lewis, no Grammy de 2014. A canção, um dos destaques da dupla desde 2013, trata sobre o amor entre todas as pessoas, sem distinção de gênero. Na premiação, que contou com a participação de Madonna e da cantora Mary Lambert (responsável pelo refrão original da faixa), foram realizados vários casamentos ao mesmo tempo –  em uma cerimônia aplaudida de pé, com um cenário semelhante a uma igreja, com direito a coral gospel.

And ‘God loves all his children’ it’s somehow forgotten

#2 – Hozier – Take Me To Church

Em 2013, Andrew Hozier-Byrne, mais conhecido como Hozier, lançaria ao mundo a canção Take Me to Church, música que se tornaria um sucesso mundial um ano depois. Nos versos, o músico irlandês tenta “recuperar” a humanidade através do amor ou, como ele mesmo disse em uma entrevista, “a música é sobre escolher um amor que vale a pena amar”. No videoclipe da canção, uma mensagem sobre homofobia e uma “indicação” de até onde o preconceito possa chegar.

The only heaven I’ll be sent to/Is when I’m alone with you

#3 – HollySiz – The Light

Em setembro do ano passado, a cantora francesa Cécile Cassel, utilizando o nome artístico HollySiz, lançou um videoclipe para a faixa The Light. Nas imagens, acompanhamos a vida de um garotinho que gosta de se vestir como uma menina – o que revela o incômodo do pai, a inquietação dos colegas de escola, o estranhamento da sociedade e, contudo, a compreensão da mãe. Em Berlim, em meados de 2012, uma história similar foi registrada – clique aqui e (re)lembre.

Let’s believe in ourselves

 

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  • Ótima seleção!
    Sobre Take me to Church, apesar de amar a música, demorei muito para ver o clipe e me dar conta do quão incrível ele é!!

    ps: o Yellow esteve meio “paradinho”, com menos posts que o normal e eu sei que andei sumida dos blogs amigos… Mas, já está tudo voltando ao normal! Espero vocês lá! 🙂