Quinta sobre música #9 (E em 2005…)

eu-sou-muito-VELHOCaríssimos leitores, estou vivendo semanas atípicas. Resmungando feito velho, reclamando de coisas do passado, andando irritado. Até falei que só faltava a idade para ser um velho. Nem doença falta mais – até doença de velho eu tive. E foi pensando sobre o tempo que cheguei no post de hoje – quando penso em 2005, ele parece um ano tão próximo, mas, na verdade, já se passaram…10 ANOS.

E, há 10 anos, saíram alguns dos discos que remodelaram o meu gosto musical para os anos seguintes. Alguns discos que se tornaram essenciais em momentos de sofrência. Aquelas canções que foram necessárias para passagens de amadurecimento. E aqueles versos que resgatavam, em mim, uma vontade de viver imensa.

Por isso, segue abaixo algumas dicas do que rolava há 10 anos…e, nem por isso, são canções, álbuns ou frases menos atuais. Sim, sinta-se um pouco velho com este post.

1) Gorillaz – Feel Good Inc.

Dificilmente eu falaria de 2005 sem lembrar do Gorillaz. Desde que o (gênio) Damon Albarn trouxe essa experiência maluca para o mundo da música, em 2001, com o disco homônimo Gorillaz (2001), eu consegui ver de cara que muita coisa boa sairia deste projeto – foram necessários quatro anos para que uma faixa do grupo grudasse em minha mente de vez. Feel Good Inc. foi o primeiro single de Demon Days, álbum que traz canções excelentes, em um momento ímpar de criatividade na música mundial – como nas faixas Kids With Guns, DareEvery Planet We Reach Is Dead, entre outras. Porque foi Feel Good Inc. que ficou na cabeça? Eu poderia citar a participação do De La Soul, das batidas de violão, do videoclipe de naipe futurista…entre tantos outros motivos. Porém, o que me arrebatou de vez foi o seguinte verso: “Love forever, love is free”. Uma frase simples, que falta para muita gente até hoje.

2) Oasis – The Importance of Being Idle

Confesso: sempre gostei de canções que abrissem espaço para um lado mais teatral. E foi em The Importance of Being Idle, segundo single do disco Don’t Believe The Truth, da banda Oasis, lançado há dez anos. Antes mesmo de ter visto o videoclipe, as batidas crescentes da faixa, aliado ao diálogo debochado incluso ali, traziam o melhor dos irmãos Gallagher e Cia. neste disco que é um dos melhores da banda. Lyla e Let There Be Love, outros dos singles lançados, foram grandes singles, mas foi em The Importance of Being Idle que a banda saiu um pouco da linha de “baladinha inglesa” e nos presentou com uma de suas melhores canções da carreira.

3) Green Day – Jesus Of Suburbia

Jesus Of Suburbia, quinto e último single do disco American Idiot, da banda Green Day, têm um sabor especial pra mim: foi lançado no dia do meu aniversário, em 25 de outubro de 2005. O disco, considerado uma das obras-primas da banda, foi lançado um ano antes – porém, ele foi repercutido ainda até 2006, com lançamentos de DVD e versões ao vivo. Essa canção, diferente de várias do grupo, veio em formato de ópera rock e tem duração de nove minutos, algo bem diferentes da canções curtas que o pop/punk/rock do trio vinha trabalhando. Fora isso, a faixa traz com maestria versos sobre liberdade, fuga e descontentamentos com o cotidiano.

 

E para você, caro (velho) leitor, quais músicas marcaram vocês há 10 anos?

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  • bem vindo ao clube, essa semana estou assim, ha exatamente 10 anos comecei a gosta do Green Day, esse Cd me marcou muito e pra mim foi o melhor

  • Sinceramente, eu sempre me senti meio velha… Mas, perceber que pessoas que nasceram em 1997 já têm 18 anos piorou isso. Sério cara, 97!

    Sobre as músicas, Jesus of Suburbia com certeza está na minha lista de 10 anos atrás também. Outras: In da Club (da época que eu curtia ouvir 50 cent porque ele era chegado do Eminem), Crazy (Alanis), Numb (Linkin Park)… Algumas do Black Eyed Peas também, rs