5 coisas que aprendi depois de umas bad trips

Todo mundo tem suas fases e cada um sabe da saga que é encarar de frente aquilo que estamos dispostos a viver. Seja na infância, juventude ao na tão sinistra fase adulta, vamos lapidando cada parte nossa numa busca pela melhor versão. E não tem problema nenhum em possuir algumas falhas, mas não nos deixemos levar por elas.

Pensando nisso e nas aventuras – e desventuras – que venho trilhando nessas duas décadas e seis primaveras que tenho de vida, resolvi compartilhar algumas coisas que aprendi depois de passar por algumas tempestades e, enfim, desfrutar da calmaria de uma manhã cheia de vida.

Lembrando que tudo é mutável e absolutamente nada é absoluto.

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Wilson é o nome do amigo imaginário criado pelo personagem Chuck Noland (Hanks) no filme O Náufrago. Wilson é uma bola de vôlei na qual Chuck, em um acesso de raiva, a pega com sua mão sangrando e a joga para longe, fazendo assim, com que permanecesse na mesma uma mancha que teria um carácter similar à um rosto humano, Chuck a tratava como um amigo nos momentos de solidão. (via Wikipedia)

1 – Sensação de estar vivo

Mário Quitana em um insight monstro em seus pensamentos compartilhou: “A felicidade bestializa, só o sofrimento humaniza as pessoas“. A dor humaniza, porque encaramos de frente algo que preferimos arrastar para debaixo do tapete, que ignoramos pensando apenas no momento de felicidade com a mesma pseudo-convicção de que tudo se resolverá por si só. Mas não é.

Por muito tempo eu agia de maneira que as coisas iriam se resolver assim, simplesmente caindo do céu. E o resultado disso foi uma coleção enorme de frustrações e decepções que, na época não entendia, era única e exclusivamente culpa minha. E o sofrimento é algo que caminhava comigo como um peso invisível nas costas.

Uma opção que tive para reverter isso, foi experimentar observar as coisas por uma perspectiva que não havia tentado até então, que foi encarar as coisas de maneira um pouco mais positiva. Mas assim como esperar uma mudança cair do céu no campo do pessimismo, o mesmo vale no campo do otimismo, pensar positivo que eu falo é mais uma tomada de atitude para gerar uma efetiva mudança, e uma vez tendo consciência disso, você passa experimentar a diferença entre existir e estar vivo. E uma vez que se prova essa sensação, você vai querer experimentar as diferentes sensações que a vida pode lhe proporcionar.

2 – Gratidão

Este ponto não é algo no sentido de ser “viajante demais”, mas sim passar a ter mais gratidão sobre cada coisa que você se propõe viver. E isso inclui os baques e decepções que, inevitavelmente, estamos sujeitos a passar.

Nada é atoa, tudo tem um porquê e sentido para o eterno projeto que estamos construindo que é a vida. Portanto, agradeça pela dádiva da vida.

3 – “Tomar no cu faz bem também!

Ouvi essa frase não lembro aonde e em que contexto, mas ela me lembra de maneira bem humorada o porquê que a vida é essa eterna linha tênue cheia de altos e baixos, aprendizados e lições, vivências e experiências.

“Tomar no cu” é aquele tipo de lembrete de que você não deve se apequenar mediante aos contratempos da vida, um recado singelo que você pode encarar tudo com um pouco mais de humor e se você não está dramatizando muito algo ou transformando algo pequeno em grande demais.

Não que eu esteja vindo com um conselho de guru, mas sim passando um recado, e parafraseando O Pequeno Príncipe, que “Você é eternamente responsável por aquilo que cativa”. Então, olho vivo e faro fino. Belèze?

4 – Entender que faz parte de algo muito maior

Sim, isso é muito importante e nos faz lembrar que, sem querer, podemos ficar preso naquela bolha de ego e medo que, ás vezes, podem nos paralisar mediante ao caos ao redor.

Cada um de nós é um universo, cheio de medos, anseios, sonhos e curiosidades, mas não somos o centro de tudo. Somos apenas parte de um todo e irmão de espécie, em que podemos nos ajudar por meio do respeito. Simples assim.

Para entender o que estou querendo dizer, deixo aqui um vídeo que acho fenomenal:

Incrível, não?

Pensei em acrescentar algo, mas esse vídeo sempre me deixa sem palavras e com a mente longe. Tipo agora.

5 – Riqueza dos detalhes e simplicidades.

Por fim, fecho com algo que acredito muito. Que é o que faz total diferença e mostra as peculiaridades e nos tornam seres tão únicos e incríveis, com disposição para fazer algo bom e mal também.

Perceber os detalhes das coisas é perceber a essência delas e respeitar o momento de cada um sob o aspecto altruísta e genuíno nas relações e suas facetas. Seja numa relação humana ou com a natureza, tudo em volta é uma coleção que opera em perfeita harmonia da alegoria da vida. Uma vez ciente disso, tudo torna tão incrível de ser apreciado.

E entender as simplicidades é vivenciar com a humildade que somos assim, nem menos e nem mais, mas sim capazes de propagar experiências inéditas dessa eterna jornada de vida. E, na boa, isso é lindo.


Não é simplesmente pensar positivo ou depositar em boas ações a solução de cada problema que vivemos, mas sim ter mais consciência que ambos os lados existem. Bem ou mal, claro ou escuro, belo ou feio, tudo faz parte de um todo e entender isso torna as coisas mais sensatas, dentro e fora. Como ouvi em um documentário que assisti: “Certas experiências nos tornam mais humanos e menos deuses!“.

Nação Zumbi cantarolou um pouco disso:

Todos os dias nascem deuses / Alguns maiores e outros menores do que você“, ou seja, de uma forma ou de outra, a gente acaba aprendendo com tudo.

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