Não tem cadeado no seu pensamento

Trecho de "Entardecer", do SILVA, na ilustração de Vitor Martins.
Trecho de “Entardecer”, do SILVA, na ilustração de Vitor Martins.

Como a gente se perde em pensamento desnecessário, não é mesmo? Um “será se eu arrisco” ali, um “talvez não dê certo” acolá, para experiências diversas. E o principal acaba ficando de fora: viver aquela experiência.

O post de hoje foi uma reflexão com base em alguns conselhos que dei – e, também, de muitos que já recebi. Ele é reflexo, também, de uma frase “sutil” que ouvi na semana passada: “PÁRA DE PENSAR, M****! VÊ SE CURTE“.

Trecho de "Disco Novo", do SILVA, na ilustração de Vitor Martins.
Trecho de “Disco Novo”, do SILVA, na ilustração de Vitor Martins.

Confesso: eu me perco em pensamentos. Quase que todo mês, semana, dia, minuto. Mas me perco porquê sei os “benefícios” imediatos que isso me traz: adormece minha coragem, me previne das “más” consequências, possibilita paz mental e física. Será?

Escolhi, nas últimas semanas, realizar duas atividades: externar meus pensamentos e fazer aquilo quero fazer, antes que eu me prenda a eles. Olha, tem dado certo. Minha coragem segue mais viva que nunca, as consequências não poderiam ser melhores e, só agora, eu sei o que significa, de fato, paz física e mental.

Trecho de "Alento", do Marcelo Jeneci, na ilustração de Vitor Martins.
Trecho de “Alento”, do Marcelo Jeneci, na ilustração de Vitor Martins.

“Tudo se desestrutura pra você se estruturar/ (…) Se é o chão que te segura, deixe o chão desmoronar”, versa Marcelo Jeneci em Alento. Os nossos pensamentos eliminam a possibilidade do “viver” – excluem a experiência da vida, e nos repõe em um universo onde tudo estará bem com nossos medos e riscos protegidos em grandes muralhas de insegurança.

Pensar é bom, não confunda. Só que viver é melhor ainda. 😉

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