Quantas almas despedaçadas? Quantas batalhas diárias? Quantos dizeres silenciados?

Pegamos ônibus lotados, nos identificamos com desconhecidos, não reconhecemos mais conhecidos, desabafamos para seres inanimados, com a esperança de sermos ouvidos no silêncio caótico do nosso mundo interior em meio à uma avenida lotada.

Não identificamos mais com as causas, sem querer perdemos nossos alicerces, sufocamos sonhos, almejamos demônios – abstratos e reais – e nos encantamos com o espetáculos mundanos da alegoria da aquarela da natureza. Afinal, somos parte dela.

Muda a data, mas repete o ritual, muda a prosa, mas a letra é a mesma, muda a saudade, mas em cada canto eu te vejo.

Nos equilibramos por entre acontecimentos, ocorrências e frequências que hora parece ser intacto os cantos do nosso universo.

Passeamos por entre becos até então desconhecidos, mas não nos lembramos se já fomos esquecidos, dissecamos os amores, despedaçamos o sabor e apelidamos a dor.

Não adianta silenciar minha alma e muito menos dizer que de batalhas não se sobrevive. Porque aqui, indo e vindo, a gente só quer se sentir, vivo.

Porque não, “Nenhum carrasco me fará refém”.

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